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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os Evangelhos Pt 4

O tempo quando foram escritos os Evangelhos

Não podemos precisar com exatidão quando cada um dos livros do Novo Testamento foi escrito. Entretanto não há dúvida de que todos foram escritos na segunda metade do primeiro século. Isto é evidente pelo fato de que uma série de escritas no segundo século - como as Apologias do Santo Mártir Justino o filósofo, escritas no ano 150, as obras poéticas do autor pagão Celso, escritas no segundo século e especialmente as epístolas do bispo-mártir Inácio Teóforo de Antioquia, escritas aprox. em 107 A.D. - todos fazem inúmeras referências aos livros do Novo Testamento.
Os primeiros livros do Novo Testamento foram às epístolas dos apóstolos, escritas por causa da necessidade de fortalecer a fé das recém-fundadas comunidades cristãs. Em pouco tempo também surgiu à necessidade de uma documentação sistemática da vida e dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não importa o quão exaustivamente os chamados "críticos contraditórios" se esforçaram em minar a confiança na autenticidade histórica dos evangelhos e outros livros sagrados, afirmando que apareceram muito mais tarde (Bauer e sua escola), os novos achados na literatura patrística da igreja (especialmente os antigos trabalhos dos Santos Pais da Igreja), nos atestam que todos os quatro evangelhos foram de fato escritos no primeiro século.

Pelas inúmeras deduções podemos concluir que o evangelho de São Mateus foi escrito primeiro e no máximo 50-60 anos depois do nascimento de Cristo. O evangelho de São Marcos e São Lucas foram escritos mais tarde, mas certamente antes da destruição de Jerusalém, ou seja, antes de 70 A.D. São João o Teólogo escreveu o seu evangelho depois dos outros e muito provavelmente no final do primeiro século, quando estava com mais de 90 anos. Algum tempo antes ele escreveu o Apocalipse ou o Livro da Revelação. Os Atos dos Apóstolos foram escritos logo após o evangelho de São Lucas e como indicado no prefácio, servem como continuação do evangelho de São Lucas.


Erivado Lima

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os Evangelhos Pt 3

História dos textos dos Evangelhos
 
Todos os livros Sagrados do Novo Testamento foram escritos na língua grega, mais especificamente, no popular dialeto alexandrino chamado kini, que era a língua mais falada ou pelo menos compreendida pelos homens cultos de todas as localidades do Oriente e do Ocidente do Império Romano. Esse era o idioma de todos os homens instruídos daquela época. Por essa razão os Evangelistas usaram o grego e não o hebreu para escrever os Evangelhos, a fim de torná-lo acessível a um maior número de pessoas.
Naquele tempo a escrita usava somente as letras maiúsculas do alfabeto grego, não usava nenhuma pontuação e não separava as palavras. As minúsculas e o espaçamento entre palavras passaram a ser usadas somente no século IX. A pontuação veio somente com o aparecimento da imprensa no século XV. A separação dos capítulos foi introduzida no ocidente pelo Cardeal Hugo no século XIII e a separação em versículos foi feita pelo tipógrafo parisiense Roberto Stefan no século XVI.
Através de seus sábios bispos e presbíteros a Igreja sempre zelava pela preservação dos textos sagrados na sua pureza original, principalmente antes do aparecimento da imprensa, tempo em que os textos eram copiados manualmente, onde erros poderiam se infiltrar em novas cópias. É sabido que alguns estudiosos cristãos do século II e III, como Orígenes, Esequias - bispo do Egito e Luciano, presbítero de Antioquia trabalharam com muito empenho nos aditamentos aos textos bíblicos. Com a invenção da imprensa foi dada uma especial atenção à reprodução dos Livros Sagrados do Novo Testamento, para assegurar que fossem copiados dos manuscritos mais antigos e confiáveis. Durante o primeiro quarto do século XVI apareceram duas publicações do Novo Testamento em grego: "O Livro Completo das Escrituras," publicado na Espanha e a edição de Erasmo de Rotterdam na Basiléia. É importante mencionar a edição de Tischendorf, no fim do século passado, resultado de um trabalho de comparação de novecentos manuscritos do Novo Testamento.
Tanto estes trabalhos críticos como principalmente os incansáveis esforços da Igreja habitada e guiada pelo Espirito Santo, nos asseguram que nos dias de hoje possuímos o texto grego puro e não adulterado dos Livros Sagrados. Podemos afirmar que estes livros são os mais genuínos porque é a melhor edição de todos os livros antigos.


Erivaldo Lima

Os Evangelhos pt 2

Mais um texto do meu amigo Erivaldo Lima. Texto da série "Os Evangelhos"

Introdução

A palavra Evangelho significa boa nova ou boa mensagem. Este termo designa os quatro primeiros livros do Novo Testamento que relatam a vida e os ensinamentos do encarnado Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo - tudo o que fez para estabelecer uma vida reta e justa na terra e para salvar a humanidade pecadora.
Antes da vinda de Cristo os homens entendiam Deus como o Criador Todo Poderoso e implacável Juiz na Sua morada em inatingível glória. Jesus Cristo nos abriu um novo entendimento sobre Deus, o Deus próximo a nós, misericordioso e Pai que nos ama. Jesus Cristo disse a seus contemporâneos: "quem me vê, vê também o Pai" De fato, a imagem de Jesus Cristo, cada aspecto particular cada palavra e gesto estavam impregnados de infinita compaixão. Ele era o Médico para os doentes. As pessoas sentiam o Seu amor e eram atraídas por Ele e seguiam-no aos milhares. Nunca ninguém soube de alguma recusa. Cristo atendia a todos. Purificava as almas dos pecadores, curava os doentes e cegos, confortava os desesperados e libertava os possuídos pelos demônios. E, ao mesmo tempo, à sua ordem todos se subjugavam, a natureza e até a própria morte.
Através deste livreto mostraremos ao leitor em que circunstâncias os evangelhos foram escritos e apresentaremos ensinamentos selecionados do nosso Redentor. É de nosso desejo que o leitor venha a se aprofundar na vida e nos ensinamentos do Salvador, pois, quanto maior é nossa experiência espiritual à medida que passamos a ler mais os evangelhos mais fortes se torna nossa fé e mais claramente passamos a entender o sentido da nossa vida terrena. Também, quanto maior é nossa experiência espiritual, mais evidente se torna a nossa proximidade com o Salvador. Ele verdadeiramente passa a ser o nosso Bom Pastor que nos orienta para o caminho da salvação.

Nos dias de hoje principalmente, quando tantas opiniões contraditórias e infundadas aparecem, seria mais sábio que fizéssemos dos evangelhos o nosso livro de referência. Pois, enquanto todos os livros que lemos contêm opinião de homens comuns os evangelhos revelam-nos as palavras eternas do Senhor.



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os Evangelhos

Olá, 

começo hoje uma nova série, a série "Os Evangelhos"!


os textos que serão publicados a partir de hoje são de autoria do meu amigo e irmão Erivaldo Lima, eles tem como finalidade, mostrar as características dos quatro evangelhos, suas semelhanças e diferenças, teologia, publico alvo e etc. 


O texto segue os padrões que tento colocar neste blog, palavras mais simples, fácil entendimento e bom conteúdo. Espero que apreciem.




Prefácio

A simples leitura dos Evangelhos conduz logo a uma primeira classificação, que é resultante da constatação, de um lado, de que existe uma ampla coincidência da parte de Mateus, Marcos e Lucas quanto aos temas de que tratam e quanto à disposição dos elementos narrativos que introduzem e por outro, o Evangelho de João, cuja aparição foi posterior à dos outros três, parece ter sido escrito com o propósito de suplementar os relatos anteriores com uma nova e distinta visão da vida de Jesus (acerca dos temas e dos fatos, ver as Introduções aos Evangelhos). Porque, de fato, com exceção dos acontecimentos que formavam a história da paixão de Jesus, apenas três dos fatos referidos por João (1.19-28 6.1-13 e 6.16-21) encontram-se também consignados nos outros Evangelhos. Daí se conclui que, assim como o Evangelho Segundo João requer uma consideração à parte, os de Mateus, Marcos e Lucas estão estreitamente relacionados. Seguindo vias paralelas, oferecem nas suas respectivas narrações três enfoques diferentes da vida do Senhor. Por causa desse paralelismo, pelas muitas analogias que aproximam esses Evangelhos tanto na matéria exposta como na forma de dispô-la, vêm sendo designados desde o séc. XVIII como "os sinóticos", palavra tomada do grego e equivalente a "visão simultânea" de alguma coisa. 

Os sinóticos começaram a aparecer provavelmente em torno do ano 70. Depois da publicação do Evangelho segundo Marcos, escreveu-se primeiro o de Mateus e depois o de Lucas. Ambos serviram-se, em maior ou menor medida, da quase totalidade dos materiais incorporados em Marcos, reelaborando-os e ampliando-os com outros. Por essa razão, Marcos está quase integralmente representado nas páginas de Mateus e de Lucas. Quanto aos novos materiais mencionados, isto é, os que não se encontra em Marcos, uma parte foram aproveitada simultaneamente por Mateus e Lucas, e a outra foi usada por cada um deles de maneira exclusiva. 

Apesar de que os autores sinóticos tenham redigido textos paralelos, fizeram-no de pontos de vista diferentes e contribuindo cada qual com a sua própria personalidade, cultura e estilo literário. Por isso, a obra dos evangelistas não surge como o produto de uma elaboração conjunta, mas como um feito singular desde seus delineamentos iniciais até a sua realização definitiva. Quanto aos objetivos, também são diferentes em cada caso: enquanto Mateus contempla a Jesus de Nazaré como o Messias anunciado profeticamente, Marcos o vê como a manifestação do poder de Deus, e Lucas, como o Salvador de um mundo perdido por causa do pecado.