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domingo, 28 de junho de 2015

A cerca da Parada Gay e do casamento Gay

A quantidade de besteiras que li essa semana passou dos limites. De um lado o Ativismo Gay, que consegue ser mais chato que o Ativismo Feminista, tentando fazer descer goela abaixo de todos a sua orientação sexual. Do outro, os “evangélicos” (sim, entre aspas porque estes parecem não ter entendido NADA do que o Senhor nos fala através da bíblia).

A guerra já havia sido declarada há algum tempo, mas parece que o ápice do confronto se deu quando Viviany Beleboni apareceu crucificada na parada Gay. Após esse fato, evangélicos se manifestaram dizendo que a cruz foi desrespeitada e profanada, que era desrespeito a Deus, se sentiram ofendidos. De inicio, até imaginei que isso se tratava de uma tentativa de afrontar o evangelicalismo moderno, mas depois, ao ler diversos relatos, entendi a manifestação que foi proposta com essa atitude. O que me causou estranheza foi a reação de alguns guetos evangélicos que se sentiram ofendidos e tentaram transferir esse sentimento de ofensa à uma apologética risível. Se esse sentimento de ofensa tivesse sido maior propagado dentro do catolicismo eu entenderia, pois realmente a igreja católica tem a questão do objetos sagrados como condição sine qua non à sua profissão religiosa, mas para os evangélicos essa premissa não é verdadeira. A cruz é apenas um símbolo, não tem caráter sacrossanto. O que a cruz representa NÃO pode ser profanado, isso significa que NINGUÉM consegue profanar a cruz de Cristo, o que ela representa é tão infinitamente maior que absolutamente ninguém consegue violar. A alegação de desrespeito ao Senhor também é ridícula, Deus foi tão desrespeitado por ela quanto Ele é desrespeitado em todas as encenações de páscoa, isto é, NÃO HOUVE DESRESPEITO! Por que existiria? Por que ela é transexual? Afirmar tal coisa é, além de tudo, preconceito!

As PESSOAS se sentiram pessoalmente ofendidas (desculpem a redundância) e transferiram esse sentimento para o Divino, que a única coisa que fez foi rir da cara de quem O desrespeitou (como diz Salmos 2:4). Obviamente houve desrespeito à religião, pessoas utilizaram objetos sagrados do catolicismo de maneira horrível, inserindo esses objetos no ânus, alguns estavam trajados de santos e estavam mantendo relações sexuais ao ar livre, isso é extremamente desrespeitoso, mas não contra Deus, mas sim contra a RELIGIÃO e uma coisa nada tem com a outra (até porque os que fizeram isso não representam as pessoas deste movimento).

O problema é que as pessoas que se sentiram ofendidas foram tentar “defender Deus” ao invés de se manifestarem por sua própria consciência (como se Deus precisasse de defesa). Daí, isso inflamou ainda mais esta “guerra”.

A propósito, a apologética tem que surgir quando, dentro da igreja, surgir uma interpretação bíblica que possa trazer condenação eterna aos seguidores desse movimento, não quando alguém, deliberadamente, resolve utilizar algum símbolo religioso.
Essa é minha posição a respeito desta “crucificação”. Não me ofendeu, não desrespeitou a cruz de Cristo, não afrontou a Deus e não carece de defender a minha fé, pois ela está baseada em algo infinitamente maior e mais poderoso: o Sangue de Jesus que nos purifica de TODO o pecado (1 João 1:7)
A segunda coisa que “inflamou” a guerra foi a liberação do casamento gay nos Estados Unidos, novamente, nas redes sociais, vemos um movimento evangélico contrário a essa liberação. Não entendo o motivo. A argumentação de alguns é porque essa liberação modifica o conceito de família tradicional, que família é homem, mulher e filhos. Novamente tentamos empurrar nossas convicções religiosas goela abaixo de todos. Como cristãos entendemos, ou deveríamos entender, que o homem (entenda humanidade) é 100% depravado, não quantitativamente, mas qualitativamente e precisa de Deus. Sendo assim, por que, raios, vocês acham que as leis seriam feitas de acordo com a vontade de Deus?

Dentro de uma sociedade 100% inclinada ao pecado há de se buscar o mínimo de justiça, para que uma pessoa não sobrepuje a outra e, nesse aspecto, a lei que libera o casamento homo afetivo é justa, pois garante direitos de cônjuge a pessoas que viveram suas vidas inteiras juntas, construíram patrimônio, foram cumplices e etc.

Vamos a uma situação hipotética: Dois homens (chamados de A e B) vivem juntos por 40 anos, eles compram todos os seus pertences no nome do homem “A”, entretanto, este veio a falecer, se o homem “B” não tiver direito de cônjuge, os bens que estavam no nome do homem “A” vão para os demais membros vivos de sua família e não para a pessoa com quem ele partilhou toda sua vida. Isso parece justo? Não parece e não é!
Se me perguntarem se sou "a favor" do casamento gay eu digo que sim, sou plenamente a favor do casamento gay, observando do âmbito legal. É importante assegurar direitos à todas as pessoas. Faz diferença se em um pedaço de papel estiver escrito “União Estável” ou “Certidão de casamento”, se na prática ambos são a mesma coisa?
O conceito de família na bíblia NÃO mudou, família, para Deus, continua sendo homem, mulher e filhos e isso NUNCA vai mudar. Mas essa convicção é nossa, dos cristãos. Vamos continuar não aceitando o casamento gay como união legítima perante a igreja e perante Deus, mas perante a lei é fundamental que respeitemos isso.

A terceira coisa que está “inflamando” esta guerra é a porcaria da fotinho com o arco-íris, vi vários evangélicos dizendo que este é o símbolo da aliança de Deus com a humanidade e não o símbolo da união de pessoas do mesmo sexo. Bom, essa modinha está mesmo chata, quase tive um AVC com tanta cor, mas sabem o que fiz? Usei menos o Facebook! Se me incomoda, sou eu quem devo me retirar e não forçar as pessoas a parar de usar.

Sim, o arco-íris é símbolo da aliança de Deus com o homem e isso também NUNCA vai mudar, mas constantemente vemos sua utilização em outras situações, terra dos gnomos, lar dos smurfs, ponte entre a Terra e o mundo das fadas (Padrinhos Mágicos rs), situação de alguém que usou LSD, símbolo da igreja Deus é amor etc, mas só implicamos com os gays, por que será? Se não pode uma, não pode nenhuma.

A aliança que este símbolo representa tem que estar no nosso coração e não apenas no alcance dos olhos, não importa como usem esse símbolo ele DEVE continuar significando a mesma coisa PARA NÓS.

Mas já que querem dissociar, vamos pensar da seguinte forma: o arco-íris que Deus fez tem 7 cores, o que os homossexuais usam tem 6. Pronto problema resolvido.

Cuidem para se manter fortes e inabaláveis, agindo em amor, propagando o Reino e a Sua Justiça, pois a Justiça de Deus a Ele pertence.

Como diria Bispo Robinson Cavalcanti “A missão da igreja é manifestar aqui e agora a maior densidade possível do Reino de deus que será consumado ali e além.” Sem guerras particulares, mas evidenciando o AMOR de Deus que deve resplandecer em nós, remidos pelo sangue do Cordeiro.

E tenho dito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Lições da Vida – Para Pais de anjo

Esse post de hoje é dedicado a todos os papais que como eu são pais de anjinhos, espero que possa auxiliar na vida de vocês.

Dia 28 de outubro de 2014 vai completar dois anos do dia mais feliz que já tive até então, o dia do nascimento do meu filho, infelizmente quis o Senhor leva-lo de mim apenas cinco dias depois de nascido. Meu filho era portador da mais severa síndrome cardíaca, ele tinha SHCE, que explicando de maneira simplificada quer dizer que meu filho nasceu com apenas a metade do coração, no caso dele, nasceu sem a parte esquerda.

Foi a partir do momento que Deus levou meu filho que as lições começaram. Tem sido um processo árduo, exaustivo, doloroso e, sem medo de errar, posso dizer que nunca passei por um vale tão grande.

Do início até agora, aprendi muitas coisas, e garanto, nenhuma delas foi por experiências de terceiros, em todos os momentos eu bati a cabeça, mas como gostaria de alguém que pudesse me guiar, me dizer “olha, vai por aqui.” Daí vem a primeira lição: Eu tinha alguém para me guiar, mas eu simplesmente não dei ouvidos. Esse alguém é Deus. Como é importante que nesse momento, nos apeguemos em Deus. Eu tive muitos momentos de embate com o Senhor, o questionei diversas vezes, fiquei muito bravo com Ele, não conseguia perdoa-lo pelo que tinha feito comigo. Você pode me falar (como muitos falaram) “mas quem é você para perdoar Deus?”, “Quem é você para questionar a vontade de Deus?”, “Você tem que aceitar somente, não tem que ficar bravo com Ele!”, mas sabem, descobri que Deus não liga para esse tipo de coisa, Ele compreende nosso momento de dor, Ele chora conosco. Nosso Deus é completamente relacional, ele quer que estejamos com nosso coração aberto, coração honesto, mesmo que estar com o coração aberto seja estar bravo com Ele, Deus entende seu coração, fique tranquilo! Deus não precisa do meu perdão, obvio que não, mas eu precisava perdoá-lo para que eu tivesse paz comigo mesmo entendem? Eu não entendia porque ele não salvara meu pequeno guerreiro, mas tenho uma noticia ruim para dar, se você tiver na mesma condição que eu estava, vai continuar sem resposta, pois a justificativa, qualquer que seja, NUNCA vai preencher o vazio que ficou. É como tentar preencher uma cratera com uma bolinha de ping-pong, simplesmente não dá. Mas de uma coisa tenham certeza, ele trata as feridas, com todo cuidado e zelo de um pai amoroso e essa graça nos basta.

Mas como falei, eu dei cabeçada, só percebi a tolice que estava fazendo de andar longe de Deus, depois de muito tempo. E com isso vieram as outras lições. A segunda lição é: Não deixe de viver seu Luto, ele é fundamental para sua recuperação como homem, como pai e como ser humano. Chore muito, é importante colocar toda essa tristeza para fora, não aceite como verdade o que as pessoas falam, que você tem que ser forte, que sua esposa não pode te ver chorar, que a dor dela é maior do que a sua, aliás, essa é a maior mentira que podem te falar, a dor de vocês é de igual intensidade, vocês dois perderam um filho, claro, a dor dela se manifesta de maneira diferente por ela ser mulher, ter carregado durante nove meses, ter amamentado, trocado fralda e etc, mas a sua dor também é enorme, é profunda, pois você acompanhou cada parte da gestação e da vida pós parto, você precisa coloca-la pra fora. Chore JUNTO com sua esposa, não queira ser O FORTE para ela, pois você corre o sério risco de enfraquecer.  Um casamento é na ALEGRIA ou na TRISTEZA, o fardo de vocês tem que ser carregado junto, não tente levar o fardo todo sozinho, você não vai aguentar e, além disso, você fará sua esposa ver que você também precisa de ajuda e, ainda, provará que a ama muito.
Mas como falei, eu dei cabeçada, custei a perceber que deveria ter vivido todo meu luto, e devido a este problema, desencadeou outros. 

A Terceira lição provém da minha vã tentativa de ser forte. Eu enfraqueci, não aguentei o batuque, mas mantinha minha pose perante minha esposa, me faltou HONESTIDADE e aí, devido a esse problema podem vir vários outros. O pior deles é deixar de olhar pra sua mulher como mulher, deixar de procura-la, de dizer que ama, deixar seus compromissos conjugais e trata-los apenas como obrigação e o pior de tudo, você corre o sério risco de procurar o apoio que você precisa em outra pessoa, que pode ser mãe, pai (até aí tudo “bem”), amizades ruins (aí fica perigoso) e até mesmo outra mulher (aí o caldo pode entornar de vez). Como falei, dei cabeçada, procurei o apoio que eu precisava em outras pessoas, não fui honesto com minha esposa, não disse a ela o que sentia, o que se passava no meu coração, não dividi com ela meu fardo, não percebi que estava esfriando com nosso casamento até quase perder a mulher da minha vida. O pior de tudo, é que eu me achava o CARA PERFEITO, porque afinal de contas, eu estava “sempre” presente, eu fazia “tudo” o que ela queria, era “forte”, o que mais ela poderia querer? Honestidade, na verdade era tudo o que ela queria! Eu coloquei essas palavras entre aspas, pois elas representavam apenas o que eu pensava, mas não representam a verdade. A grande verdade é que eu estava apenas de CORPO presente, pois meus sentimentos estavam longe, outra verdade é que eu fazia tudo pra ela no que tange a “SERVIÇO BRAÇAL”, mas eu não dava minha vida por ela, como o apostolo Paulo orienta, eu somente aparentava ser forte, mas eu era FRACO e ela percebia.

Essas três foram as principais lições que eu aprendi, todas elas à duras penas. Deixo aqui mais uma lição, que na verdade é um provérbio antigo: o Inteligente aprende com suas próprias experiências, mas o Sábio aprende com as experiências dos outros. Se você se enquadra em algum desses acontecimentos, que o Senhor lhe dê sabedoria para enfrentar tudo isso. E que minha experiência possa te ajudar nessa caminhada.


domingo, 26 de maio de 2013

Falando em nome de Deus

“O Senhor me revelou que você não precisa de revelação alguma.”[1]

Em mais um de meus momentos de reflexão auto piedosa, buscando dar sentido ao sem sentido e divagando a respeito da minha própria ignorância meditei:

Como pode ter tanta gente falando em nome de Deus? Será que conseguiram algum tipo de “procuração Divina”? Bom, de uma coisa eu sei, falo apenas por mim e em meu nome, pois aí eu não me arrisco em dizer alguma coisa completamente absurda em nome do Senhor. Mas ainda assim, muita gente ainda faz questão de falar em nome dEle. Se Deus fosse cobrar royalties por cada vez que falassem em seu nome, com toda certeza esse seria um negócio muito mais lucrativo do que a indústria dos dízimos que vemos em alguns nichos ditos “evangélicos” (digo isso com a convicção de que Ele não está à frente nem de uma coisa e nem da outra).

Essas pessoas que “falam em nome de Deus” no fundo, no fundo tem a cobiça de falar como autoridade máxima sobre a humanidade, ou pelo menos sobre a comunidade local. Engraçado, pois esse desejo é de um dito cujo, que essas mesmas pessoas maldizem, um tal de Satanás, conhecem?
Quase sempre as mensagens que “Deus os transmite” são sempre recheadas de revelações ao melhor estilo “Deus está me dizendo algo nesta noite...” quase sempre com a profundidade espiritual de uma poça d’água. Sempre dizendo algo “da parte do Senhor” para alguém. Normalmente com coisas como “Deus está me dizendo que te deu um livramento esta semana”.

Já ouviram algo assim? Magina, isso não acontece nos púlpitos evangélicos brasileiros!
Para esse “ser iluminado” apenas o privilégio de ensinar o que Cristo ensinou, ou até mesmo de “apenas” ser servo de Cristo não é suficiente. Ele tem que estar em destaque, mostrar autoridade, principalmente pela própria ganância e ego
.
Perfis a parte, “por se considerar que fala em nome de Deus legitima-se estabelecer com as pessoas uma relação de dominação psíquica e social, moral e ética, político e partidária exercendo controle religioso”.[2]
Assim, esquece-se a verdadeira característica do evangelho que não é o controle religioso, exercer o poder sobre a massa, mas sim servir a massa e se colocar na posição de servo.

Não tenho a menor pretensão de falar em nome de Deus, tudo que eu digo é em meu nome, são minhas opiniões, meus devaneios, minhas reflexões. Se alguma vez Deus falar através de mim, me sentirei honrado, mas com toda certeza não reivindicarei o título mensageiro de Deus.





[1] Paulo Brabo, Blog A Bacia das Almas. A Carta Roubada, disponível em http://www.baciadasalmas.com/2006/a-carta-roubada/ , acessado em 21/05/2013 as 19h37m
[2] Valmir Paze, Autorizado a falar em nome de Deus, disponível em http://valmirpaze.blogspot.com.br/2011/06/autorizado-falar-em-nome-de-deus.html, acessado em 26/05/2013 as 18h10m

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Primeira postagem!!


Para começar as postagens, trago aqui um texto da minha esposa. Não se trata de um ensaio teológico, entretanto a profundidade do pensamento e da compreensão bíblica o qualifica para se tornar a postagem inicial deste blog.

Um dos textos mais claros e evidentemente inspirados por Deus que já li sobre o entendimento deste personagem bíblico, sem entrar no mérito da questão do texto de Jó ser literal ou literário, ou se ele é um personagem real ou ilustrativo. A autora nos remete ao pensamento do sofrimento humano diante de uma situação avassaladora de maneira envolvente, cheia de sentimentos, mas também de modo coerente e esclarecedor.



Este é um texto que traz o sentido da criação deste blog, o entendimento das escrituras, não somente pela ótica da teologia acadêmica, mas também pela conhecimento empírico de cada um, pela experiência individual e comunhão com Deus.


Apreciem este texto

 

A vida de Jó e as mães que perderam seus filhos



Muitas vezes a vida de Jó é utilizada como exemplo para nós mães que perdemos nossos filhos.
As pessoas, constantemente , nos dizem :"olha lembra de jó?,então ele perdeu dez filhos e ainda glorificou a Deus"
O que as pessoas não sabem, ou não entendem é que o processo que ele passou até chega a isso , foi árduo e penoso, muitas vezes chegando a pedir a morte para Deus, chegando a amaldiçoar o dia do seu nascimento.
Isso acontece realmente conosco, pelo menos comigo, quantas vezes cheguei a pensar no porque ainda estava viva, afinal uma parte de mim muito grande foi arrancada e enterrada, junto com o meu filho.
E fiquei esses quatro meses meditando na vida de Jó, e recentemente respondi uma linda mensagem que recebi de uma grande amiga com as conclusões que eu tirei dessa história, segue trechos da reposta que enviei pra ela:


Sabe, a dor de perder um filho chega até ser física. Antes fosse só física porque assim tomaria um remédio e logo passaria... Ela chega a ser física mais é na alma. Você já não é a mesma pessoa, entende?
Espero em Deus que com o tempo eu consiga voltar a respirar novamente, talvez isso aconteça quando tiver outros filhos sim... mas um filho NUNCA substitui o outro.
Quando utilizamos a passagem da vida de Jó onde ele fala : "O Senhor me deu, o Senhor me tomou, bendito seja o nome do Senhor", muitas vezes a usamos fora do contexto... não é fácil chegar ao ponto que ele chegou e dizer isso. Posso te garantir que Jó poderia ter perdido TUDO até a própria vida e seria preferível a perder um filho quanto mais dez!!
Quando Jó, falou essa frase, ela já estava chegando ao final da sua prova, Deus já estava mudando o cativeiro dele, e o que sabemos sobre isso? Sabemos que Jó teve TUDO em dobro né?
Ai quando lemos lá o que lhe foi dado em dobro, vemos a descrição, de O dobro de bois, propriedades, e ai chega na parte dos filhos ele tem novamente sete filhos e três filhas, totalizando dez filhos no geral.
Ai você me pergunta, como? não era em dobro? ele já tinha antes dez e perdeu dez, se ele teve TUDO em dobro, porque os filhos são o mesmo número.
Eu meditei sobre isso esse tempo todo, e encontrei a explicação, Deus me fez ver que realmente foi em DOBRO, ele teve novamente o mesmo número de filhos, porque se você contar os dez que ele perdeu e juntar com os outros dez dará o número correto.
Deus nos mostrou o que? que substituição de filhos não existe e Ele jamais faria isso. Ele nunca, substituiria os filhos de Jó, ele teve outros , mas não teve mais vinte (já que seria o dobro), porque filho é algo que não dá para repor.
Creio que ter mais dez filhos deve ter alegrado o coração dele, mas de forma alguma ele esqueceu os filhos que teve, e o coração deixou de doer.
Para Jó ter chegado ao ponto de dizer a famosa frase :"O Senhor me deu, O Senhor tomou.." ele passou por um processo dolorido no qual chegou a amaldiçoar o dia do seu nascimento, pediu a morte para Deus diversas vezes. Questionou Deus inúmeras vezes, do porque tudo aquilo. Veja bem, ele questionou a Deus, não a soberania de Deus, porque também vemos no decorrer do livro quanto Jó adorou a Deus no meio da prova também.
Então é isso meus amigos, essas foram as conclusões que tirei com a passagem da vida de Jó. Mais uma vez com essa história compreendo que mesmo quando perdemos tudo, e para uma mãe TUDO é o seu filho, (porque meus dois anjinhos forma meu mundo); Então, mesmo assim, Deus prova o amor e respeito que tem por nós, Ele sabe que uma hora a dor e a revolta se não passarem irão amenizar, daí ele começa o processo de cura, afinal a própria bíblia diz: 

" Pois ele fere, mas trata do ferido; ele machuca, mas suas mãos também curam." JÓ 5.18

Fernanda da Costa Xavier

Disponível em: http://nandaflorzinhabricio.blogspot.com.br/2013/03/a-vida-de-jo-e-as-maes-que-perderam.html